Banco da Amazônia quer cancelar decisão milionária proferida por desembargadores afastados pelo CNJ
Para o Banco, houve aplicação
inadequada do Código de Defesa do Consumidor a uma incorporadora de grande
porte; redução indevida de taxas de juros reguladas pelo FNO, tornando a
empresa credora de valor milionário; desconsideração do foro contratual;
concessão de justiça gratuita sem amparo legal; adoção de premissas equivocadas
como hipossuficiência e vulnerabilidade e desconsideração de elementos
probatórios.
Além disso, dois
desembargadores que participaram do julgamento - Antonio Guerreiro Júnior e
Nelma Celeste Souza Silva Sarney — foram posteriormente afastados pelo Conselho
Nacional de Justiça no âmbito da Operação 18 Minutos, que apura supostas
decisões fraudulentas e práticas de corrupção no Tribunal de Justiça do
Maranhão em face do Banco do Nordeste.
“Considerando o risco
sistêmico e o impacto potencial sobre as políticas públicas de desenvolvimento
regional fomentadas pelo FNO, requeremos liminar para suspender o cumprimento
de sentença deflagrado pelo Grupo FRANERE, medida necessária para resguardar a
legalidade, a integridade institucional e o interesse público”, alega o Banco
no pedido de ação rescisória.

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